domingo, 30 de março de 2014

Treinamento

Há exatas 9 semanas estou sendo orientada em meus treinos de corrida pelo Professor Marcelo Camargo de Belo Horizonte.

Meu planejamento foi montado com base nos objetivos que tinha em mente, e assim o melhor caminho foi organizado.

Me adaptei muito bem a sua forma de distribuição dos treinos, e estou tendo bons resultados neles.

Sinto-me melhor nas sessões de intervalados, as quais sempre tive muita dificuldade. E estou conseguindo manter um ritmo mais uniforme nos contínuos e longos.

Esta foi a primeira semana de treinos específicos, pois a primeira prova, a 15ª Meia Maratona Corpore Internacional da cidade de São Paulo ocorrerá daqui a 3 semanas.
Neste período, no lugar da sessão de intervalado mais longo, os extensivos, foi inserido o treino de ritmo, no qual uma determinada distância é realizada no ritmo que pretendo correr a prova.
Os contínuos, o intervalado intensivo e o longo foram mantidos, apenas com uma redução no volume.

Admiro muito o trabalho do Marcelo, que possui uma vasta experiência com a corrida, e uma metodologia bastante precisa e individualizada, dentre outras características, que torna seu trabalho diferenciado.

Em sua coluna Na Planilha no site Corrida no Ar há textos muito interessantes sobre treinamento da corrida. Neste local e também no site pessoal você pode conhecer um pouco mais sobre este profissional e sua forma de trabalhar.





quarta-feira, 19 de março de 2014

O amor por minha profissão

Me tornar uma professora de Educação Física foi um sonho que consegui realizar. O meu amor por esta área tão ampla e que ao mesmo tempo é tão específica se despertou juntamente com o meu amor pela corrida.

Sempre via o quanto o esporte é capaz de mudar e influenciar a vida das pessoas, e isso me fascinava, como ainda me fascina.

Meus pensamentos eram envoltos de dúvidas do funcionamento do corpo humano perante ao exercício, que fez com que eu mudasse totalmente o rumo da minha vida no sentido desta área.

Os 4 anos da graduação passaram muito rápido, assim como os 13 anos de corrida. Tive o privilégio de ter grandes aulas com excelentes profissionais os quais me espelho e tenho como exemplo. Pessoas que passavam aos alunos da mais simples e didática forma o grande conhecimento que possuem.

Parti em busca de mais conhecimento em uma pós-graduação a qual estou cursando atualmente. Nela busco mais detalhes dos assuntos que aprendi nas aulas de Fisiologia do Exercício a qual estou me especializando.

Também sou muito grata aos profissionais do mercado de trabalho o qual atuo, que também foram grandes influenciadores. Busco sempre mais conhecimento para poder trazer a eles também.

A minha família é a grande base que me ajudou chegar aonde consegui até hoje. Quando decidi me dedicar a esta área, minha mãe foi a minha grande incentivadora. Lembro até hoje das suas palavras: "Filha, vai em frente! Você vai aprender muito, vai aprender a se cuidar mais também e a ajudar outras pessoas a se cuidarem! Estou com você!"

Tenho uma enorme gratidão pela minha mãe, meu pai e meus irmãos que me apoiaram sempre. Não tenho palavras para dizer o quanto sou grata a eles.

Quero deixar aqui também neste texto uma mensagem aos profissionais desta área, que continuem sempre a se dedicar com muito amor, seja em qual setor atuar. Sabemos que enfrentamos diversos problemas, barreiras, que muitas vezes nos impedem de fazer o melhor. Mas a cada dia que conseguirmos plantar uma semente, bem pequena, ela irá influenciar em algum momento.

Obrigada a todos, família, amigos, professores, que me influenciam diariamente a me tornar uma melhor profissional.
E a corrida neste caminho continuará sempre, assim como o amor por minha profissão.

Termino este texto com as palavras de um profissional que tenho enorme admiração, e que mesmo de longe, me fornece muita força, Professor Gerson Leite.

"Um imenso obrigado a minha família... por tudo que me oportunizaram até hoje"

E vamos seguindo sempre e em frente!

terça-feira, 11 de março de 2014

#correréminhavida. E será sempre!


Há 13 anos realizo meus treinos diários nas ruas próximas do bairro onde moro.

Sempre gostei muito de treinar por lá devido a muitos fatores. Dentre eles: por ser perto da minha casa, das opções de percurso variado, além de ser o lugar onde comecei a correr e que tiro muitas lembranças e aprendizados. Foi onde melhorei meu rendimento e resultados para as competições que participo.

Em todos estes anos acumulados conheci muita gente, e lembro de cada pessoa. Lembro do quanto muitas me influenciaram, das histórias que ouvi, das situações que presenciei.

Quantas vezes será que já passei naquelas ruas? Quantos pensamentos em cada sessão de treino? Quantos quilômetros percorridos nestes 13 anos? Preciso fazer este cálculo ainda (risos).

São milhares de histórias de vida espalhadas pelo mundo. Cada um possui uma razão por correr. Um mercado envolve o cenário da corrida, oferecendo acessórios, tecnologia. Mas não precisamos de tudo isso para correr. Basta termos um objetivo, alguém para nos orientar e um planejamento a seguir. A partir daí só dependerá de você na continuidade, para que possa visualizar os resultados que almeja.

A rotina dos treinos me tornou uma pessoa mais disciplinada do que era antes. Tudo que vou fazer penso se não irá atrapalhar na minha corrida. Pode ser que eu pareça um pouco chata para algumas pessoas, mas vejo que minha vida mudou totalmente após assimilar a corrida a ela.

Cada treino realizado dentro do ritmo proposto, cada conquista pequena, cada segundo a menos, é mais que uma vitória, e tem um significado muito grande.

Por mais que me sinta cansada no final de um treino, já estou pensando no próximo, já vou preparando psicologicamente o esforço que terei que realizar. Mentalizo o caminho, o ritmo, a distância. Desta forma me preparo antecipadamente.

E assim continuo em meu caminho, seguindo em frente, até onde a corrida me levar.







terça-feira, 4 de março de 2014

A distribuição dos treinos precisa ser planejada, elas não são feitas por acaso.

A carga de treinamento é o fator que irá definir o quanto intensa será cada sessão.

Cada treinador as prescreve adequadamente para cada pessoa, levando sempre em consideração o período e também a sua recuperação, para que assim a pessoa se adapte aos estímulos e consiga melhorar o seu rendimento.

Existe um método simples e acessível para calcular a carga de treinamento, proposto por Carl Foster e colaboradores (1996; 2001), com intuito de quantificá-la: o método da Percepção Subjetiva de Esforço da sessão.

Após a sessão de treino, depois de trinta minutos do término, a pessoa responde qual a percepção de esforço com base na Escala CR10 de Borg, modificada por Foster e colaboradores em 2001.

Assim a pessoa visualiza a tabela e classifica a parte principal da sessão de treino.

Escala CR10 de Borg, modificada por Foster e colaboradores (2001)

Para calcular a carga de treinamento através deste método, basta multiplicar o tempo total da sessão de treino (em minutos) pelo valor da escala atribuído pela pessoa.

Por exemplo, a sessão de treino durou 30 minutos e a percepção de esforço foi de valor 4 de acordo com a escala. Portanto a carga desta sessão foi de 120.

Com este valor o treinador pode visualizar como a carga externa dos treinos está definindo a carga interna, pois a combinação das duas definirá o quanto as sessões de treinos estão influenciando na periodização.

O treinador poderá colocar os valores em uma tabela e transferir para um gráfico e mostrar ao seu aluno o porque é importante que ele siga o planejamento, pois os estímulos são distribuídos propositalmente para que sejam realizados com sucesso. Daí a importância de não pular sessões de treinos. Cada método está em sua planilha e possui um papel próprio.

Abaixo coloco como exemplo para visualização uma semana de meus treinos, e os valores das cargas diárias. Perceba como elas estão bem distribuídas.

 

No dia 3 de fevereiro realizei uma sessão do método contínuo, que demonstra uma carga interna relativamente mais baixa, pois se trata de um treino que possui um intuito de recuperação de um treino realizado no dia anterior.
No dia 4, um treino intervalado intensivo que impôs uma carga mais alta, devido a intensidade e tempo de exposição ao esforço.
Dia 5 descanso da corrida, para que assim eu possa me recuperar adequadamente para a próxima sessão de intervalado
Dia 6, uma sessão de intervalado extensivo que também impôs uma carga alta, mas não quanto do treino anterior.
Dia 7 outra sessão de contínuo regenerativo.
Dia 8 descanso da corrida. E no domingo uma sessão de longo que também gera uma carga mais alta que as sessões de contínuo, e mais baixa do que as sessões de intervalado.

Com este cálculo simples, pode-se visualizar a distribuição dos treinos durante cada semana, se está sendo alternada adequadamente respeitando a recuperação. O planejamento é extremamente importante, e se visualizado como um todo será construído adequadamente a cada pessoa, voltado ao objetivo pessoal.

Em um próximo texto colocarei outros simples cálculos que ajudam ainda mais no controle.

Bons treinos!










segunda-feira, 3 de março de 2014

Um pouquinho do início

Os anos passam e a tecnologia cada vez mais presente no mundo da corrida.
Relógios, acessórios, gps, contador de passos. Diversos produtos estão aí para "facilitar" os treinos diários dos corredores.

Mas quando comecei a correr, no ano de 2001, lembro-me que saí na rua sem relógio, pois na época eu não tinha nenhum de pulso para usar.

Com o passar dos dias, percebi que deveria controlar meus treinos de alguma forma. Então passei a contar quantas vezes conseguia ir e voltar na avenida.

Em um determinado período conseguia apenas uma volta na avenida, depois aumentei para duas, três, quatro vezes. "Nossa! Estou conseguindo correr cada dia mais! Quantos quilômetros será que são?"
Ainda não tinha preocupação com tempo.

Mas quando meu irmão falou que iria me inscrever na Corrida de São Silvestre, aí a coisa ficou séria: "Será que consigo, preciso ver agora em quanto tempo eu corro os 15Km."

Ganhei um relógio cronômetro da minha mãe. Tenho ele até hoje, está tão velhinho (risos).

Comecei a correr com relógio. "Pronto, agora posso controlar o tempo que estou correndo. Hoje consegui correr 4 voltas na avenida mais rápido no dia anterior. Estou melhorando."

Ganhei uma camiseta regata e uma bermuda também. "Pronto agora também tenho roupa de corredora. Vou usa-la na corrida."

Chegou o grande dia, participei da corrida mais famosa, aquela que todos falam.
Completei, chorei, recebi a minha medalha. "Agora sim, sou uma corredora".

Entrei para um universo "sem volta": para o universo da corrida que literalmente mudou a minha vida!

sábado, 1 de março de 2014

Alguns dados da segunda prova do ano

No final de fevereiro participei da segunda competição de 2014, a 8ª Meia Maratona Internacional de São Paulo que entrou no planejamento como uma prova controle e também por coincidir com a distância que deveria ser feita no longo da semana.

Participei algumas vezes da meia maratona internacional de São Paulo. Lembro-me quando o percurso eram duas voltas de 10,5Km, e depois foi modificado para passar por outras partes do centro de São Paulo.
Dentre as meias realizadas na cidade, considero esta como a mais difícil, pelo fato da época realizada, sempre no início do ano com bastante calor, e também das diversas subidas do percurso.
Mas é uma ótima prova e vale muito a pena participar.

Além da meia maratona o evento também ofereceu a distância dos 5Km.

Data: 23/fevereiro de 2014
Concluintes meia maratona: 6510
Mulheres: 985
Homens: 5525

Concluintes 5K: 1969
Mulheres: 902
Homens: 1067

Horário de largada pelotão geral e elite masculina: 7h15
Temperatura: 29ºC

Meus resultados:

17ª colocada geral feminino, 2ª amadora e 1ª faixa etária
Tempo: 1h31'18" (recorde pessoal do percurso em 3 minutos)
Ritmo médio: 4:20
Parciais:
5Km: 20'45"
10Km: 41'35"
15Km: 1h03'16"
21Km: 1h31'18"

Minha chegada na 8ª Meia Maratona Internacional de São Paulo