terça-feira, 28 de julho de 2015

"Quarenta e duas mil, cento e noventa e cinco vezes obrigado" - Relato Marcelo Jacob

Completar a primeira maratona é algo muito especial e emocionante na vida de todo corredor. 
É a distância que todos falam sobre, que se torna algo a almejar com anos de treino. 

Muitos vão para ela precocemente, muitos esperam a "hora certa". 

Sabemos que esta experiência, em uma distância maior, soará de formas diferentes para cada um. Assim como a sua preparação até o momento alvo.

O texto-relato de Marcelo Jacob da Silva, que completou sua primeira maratona, irá mostrar um resumo de seu caminho, desde quando iniciou a correr.



Foi em algum dia de Março de 2011 quando o Bruno - meu primeiro professor de musculação na MG - perguntou: "Já que você está correndo tanto na esteira durante os treinos, porque não tentar um dia correr na rua?"

Confesso que achei a ideia meio mirabolante e não fiquei inicialmente nem um pouco atraído por ela. Mas ele insistiu e explicou que correr na rua podia ser legal e mais divertido que correr na esteira. E que talvez, eu podia até correr mais rápido.  Humm... Começou a ficar interessante.

Algumas semanas depois, o Marquinhos me falou dos treinos específicos de corrida que a MG ministrava no parque de Toronto e que muitos alunos participavam. Alguns que eu até já conhecia de vista e "das esteiras".

Bom, lá fui eu num Domingão de manhã investigar como era o treino e quem eram aqueles malucos. Cheguei  me sentindo um completo peixe fora d'água e rezando para encontrar logo alguém conhecido.  O que não aconteceu. Lembro tão nitidamente daquele dia. Eu fiz o treino ministrado pelo Marquinhos e conversei com todo mundo que participou. Adorei a experiência. Estava descobrindo que gostava de correr. E gostava muito.

Daquele dia até a primeira prova não se passou muito tempo. "Estreei" na Fila Night Run, primeira etapa, realizada em São Paulo em Maio de 2011. Foi espetacular. Novamente o sentimento inicial de peixe fora d'água deu lugar rapidamente a uma sensação incrível de realização pessoal e puro prazer de correr, de estar ali. 

Bom, dali em diante eu já estava apaixonado. E como todo mundo que já se apaixonou por alguma coisa sabe, a gente fica sempre querendo mais. E mais. E mais ainda. Eu não tinha naquele momento muitos desejos em relação a metas na corrida nem sabia exatamente o que eram planilhas de treino, recordes pessoais, "paces", etc. e nem tinha muito interesse na participação sistemática em provas de rua. Eu só queria correr. Treinar. E talvez até ficar melhor.

Foi assim por cerca de dois anos. Até 2013 eu já havia participado de algumas provas de 10km e mantinha cerca de dois treinos semanais de corrida, que realizava após o trabalho, no começo da noite ou nos finais de semana. Mantive sempre os treinos de musculação de manhã, que agora assumiam um papel específico: me tornar um corredor melhor. Mais uma vez eu tive a sorte de encontrar as pessoas certas. Com a Thais e o Tico, meus treinos de musculação se tornaram muito sistemáticos, eficientes e acreditem, divertidos. 

O Marquinhos havia também sugerido que eu fizesse natação (MG-II) como "cross-training" durante a recuperação de uma lesão no joelho e tive a sorte de receber o treinamento de natação da Vera. Aquela lesão já sarou faz tempo. Mas continuo com a natação entre as modalidades de cross-training porque nadar é simplesmente muito legal.

Assim eu emagreci, fiquei mais forte, aprendi muita coisa pela experiência e também li todos os livros de corrida e nutrição que passavam pela minha frente. Aprendi um pouco sobre conceitos de treinamento de corrida para ao menos entender o jargão dos corredores,  e com isso meus treinos de corrida ficaram melhores.

Com a evolução nos treinos veio a motivação de aumentar os volumes de treino de corrida e também a frequência deles ao longo da semana. Mas havia um pequeno problema: uma vida pessoal e profissional que simplesmente não contemplavam a dedicação que eu gostaria de ter para esse esporte. Ou pelo menos era o que eu achava na época. 

Até que um dia, logo antes de iniciar o treino de musculação por volta das seis horas da manhã, encontrei o Johnny que também se preparava para começar o seu treino. Eu fiz algum comentário como: "Pronto para mais um treino na madrugada?" me referindo - é claro - ao fato de estar ainda quase escuro as seis da manhã e a gente já estar ali para o treino. Para minha surpresa, choque, espanto e tudo o mais, ele revelou que na verdade estava chegando do treino de corrida, que havia feito a partir da 4:30 da manhã. Repito: 4:30 da manhã! Naquele dia eu aprendi com o Johnny que era possível fazer treinos em tais horários. 

Resolvi testar. E foi perfeito. Descobri que minha hora de correr é de manhã. Bem de manhã. Me adaptei perfeitamente e ganhei mais um recurso para evoluir. 

Agora (final de 2013, começo de 2014), eu já tinha testado e adquirido a disciplina que precisava para evoluir e treinava corrida três vezes por semana e também tinha participado de cerca de 6 corridas entre 10 e 16 km. Era hora de evoluir mais.

Foi aí que meu caminho se cruzou com o da Dani, que passou a me orientar nos treinos de uma forma que eu nem sabia que era possível e que existia. 
Com a Dani eu aprendi a importância do planejamento do treino, o aspecto fundamental de se traçar uma meta de performance na corrida e de trabalhar para atingí-la. 
Não será novidade para ninguém que conhece a Dani se eu disser que após conhecê-la eu descobri como age e pensa uma corredora de verdade. Alguém que de fato ama esse esporte e propaga esse amor para todos que estão ao seu redor. 
A Dani passou a me orientar em todas as minhas metas de corrida desde o início de 2014 e com a ajuda dela eu passei a atingir metas que jamais imaginei que seriam possíveis para mim. 
A Dani me fez descobrir que esse ex-gordinho que já passou dos 40 ainda podia ser capaz correr 10 km em menos de 43 minutos. Que podia correr meia maratonas de forma consistente, forte, e ainda terminar com um sorriso no rosto.

Com tudo isso algo dentro de mim me fez acreditar que muito mais ainda seria possível.
Então eu treinei, treinei muito, me machuquei, me curei e me preparei para a minha primeira maratona, realizada no último Domingo, dia 26 de Julho no Rio de Janeiro. 


Não há como descrever meus sentimentos após alcançar o pórtico de chegada 3 horas e 51 minutos após a largada dessa minha primeira aventura em maratonas. Por isso nem vou tentar. 

Quero apenas agradecer as pessoas incríveis que tive a sorte de encontrar nesse caminho. Dani, Carol, Marquinhos, Bruno, Thais, Tico, Johnny, Vera, Leo, Andrea, Rodrigo, Ana. 

Sem vocês, sem a atenção, o tempo, o talento e carinho recebido de vocês eu jamais teria feito o que eu fiz. E o que eu fiz não foi completar uma maratona. Foi muito mais que isso. Foi me tornar uma pessoa melhor. 

Não sei se vocês sabem, mas é isso que vocês fazem como seu trabalho. Tornam as pessoas melhores. Obrigado. Quarenta e duas mil, cento e noventa e cinco vezes, obrigado."

Marcelo Jacob         

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Conhecendo novos lugares para correr

Estrutura, piso adequado, livre acesso, segurança... estes são alguns importantes aspectos que os praticantes de corrida almejam para a realização de seus treinos.

Desde quando comecei a correr, a rua foi a minha companheira nos treinos. Local primário que a maioria dos corredores amadores possuem acesso mais facilitado.

Por um ano pude frequentar o Clube Esperia, fiz parte da equipe, e vivenciei como é treinar em pista de atletismo.

Por problemas familiares, tive que deixar a equipe do clube e retornar meus treinos ao local de origem, nas ruas do bairro onde moro, Procurando variar nos finais de semana e feriados.

No feriado de 9 de Julho aqui em São Paulo, visitei o Clube Regatas Tietê, recentemente reaberto em setembro de 2014, para a utilização pública.

Por recomendações de amigos corredores, fui correr na pista do local.

O Centro Esportivo Tietê conta com um gramado sintético de 20.000 m² instalados, e em volta dele a pista de duas raias, com 500 metros de extensão. 
Possui cinco ginásios, quatro quadras de tênis, quatro de basquete 3x3, quatro quadras poliesportivas, além de um salão de jogos, playground para as crianças, uma brinquedoteca e uma sala de leitura. 

Adorei o local e recomendo a todos. A pista é bastante macia, adequada aos treinos de velocidade, fartleks e rodagens.

Localizado na Avenida Santos Dumont, 843. Aberto todos os dias, sendo de 2ª a 6ª feira, das 6h as 23h. Sábados e domingos das 6h as 18h.






No sábado seguinte ao feriado, fui conhecer um outro local excelente para correr. 
Desta vez em Barueri, no Parque Municipal Dom José. O parque tem uma área de 95.000 m² e fica em Vila Porto/Boa Vista, bairro da cidade.

Para a prática esportiva há campo de futebol, uma pista de skate, quadras poliesportivas (basquete, tênis, vôlei, vôlei de areia e futsal), aparelhos de ginástica. 
Mas o que mais me chamou a atenção foi a pista de borracha, (é claro rsrs), de 1,1km de extensão, acreditam?!!!

Aquela pista inteirinha de borracha é linda! Fiz meu longo de 18km por lá. Em formato circular, com pequenas oscilações na altimetria. A cada volta a minha vontade de correr aumentava.

Local ótimo para realizar treinos de velocidade, fartleks, rodagens e inclusive longos! E também para passear! Bastante arborizado, com muitas aves compondo a fauna local: gansos, cisnes, patos e muitos tipos de pássaros.





O horário de funcionamento do parque é de 2ª a 6ª feira das 6h as 22h. Sábados, domingos e feriados das 6h as 19h.






Excelentes opções para variar o seu local de treino. Visitem e corram por lá se tiverem oportunidade! Pretendo voltar novamente!

Em breve nas próximas postagens, outros locais que frequentei para treinar em São Paulo.

Bons treinos!