terça-feira, 11 de agosto de 2015

Recuperar para voltar a correr

Neste texto gostaria de relatar dois assuntos. A minha conquista na corrida Olympikus Family Run no Rio de Janeiro e o por que da minha não participação na Meia Maratona Golden Four em São Paulo.

Há cerca de 5 semanas estava sentindo uma dor intermitente na perna esquerda, principalmente ao redor da canela. No princípio imaginei que fosse uma canelite (inflamação do principal osso da canela, a tíbia, ou os tendões e músculos que a envolvem e que causa uma dor similar). Mas não encontrava pontos específicos de dor, que é algo característico desta lesão. A dor que sentia modificava de lugar dia-a-dia.

Interrompi os treinos de corrida, duas semanas antes da prova de 6k do Rio de Janeiro, pensando ser um tempo suficiente para me curar. Continuei com os treinos aeróbicos por meio de pedaladas e transport na academia, além de exercícios corriqueiros de fortalecimento e que não me causavam dor.

Mas não pude evitar de realizar os esforços diários em casa e no trabalho. E isso acabou retardando a minha recuperação.

Chegou o dia da competição. Estava com muito medo de não conseguir correr, e ao mesmo tempo bastante ansiosa para a prova.

Quando fui iniciar o aquecimento, senti novamente dor, e com a mesma intensidade. Parei imediatamente e continuei realizando a preparação para a prova através de uma caminhada.
No momento pensei: "se for para sentir, será somente no momento da prova".

E assim foi. A partir do tiro de largada, procurei encontrar uma forma de correr que me causasse menos desconforto. Corri o mais rápido que pude. E assim foi durante os 24' de prova.

Consegui terminar a corrida na segunda colocação.










Após a minha participação, as dores ficaram mais fortes. 
Consultei alguns profissionais e foi constatado uma possível inflamação de origem neural.

A primeira hipótese seria uma inflamação no nervo ciático. Este é o maior nervo do corpo humano. Estende-se pela face posterior do quadril, desce por trás da coxa e do joelho de cada perna até alcançar o dedo maior do pé. É responsável em grande parte pela inervação sensitiva, motora e das articulações dos membros inferiores.

São sintomas característicos da dor ciática, que necessariamente não ocorrem ao mesmo tempo. 

- dor que irradia da coluna lombar para a parte posterior da coxa e da perna;

- aumento da dor na perna com tosse, espirro ou estiramento da coluna;

- diminuição da força muscular;

- perda de sensibilidade ou diminuição dos reflexos na região afetada;

- aumento da dor com a manobra de elevar o membro inferior esticado se o paciente estiver deitado.

Os sintomas da compressão do ciático podem variar muito, podem estar ou não associados à dor lombar e, em geral, pioram à noite.

Uma segunda hipótese, após uma consulta com o Dr. José Marques Neto, seria uma hérnia de disco ou algum tipo de pinçamento entre as vértebras lombares ou sacras. 

No momento estou fazendo alguns exames para confirmar o diagnóstico e realizar o tratamento necessário, para voltar a fazer o que mais amo.

Continuo sem treinar corrida, e também tive que optar por não participar da Golden Four em São Paulo, para me poupar mais e me curar. 

Gostaria de agradecer aos profissionais que me auxiliaram, ao Adriano Bastos por me indicar a Ketlin. Onde fiz algumas sessões de Quiropraxia que ajudaram a aliviar bastante a dor.

A Quiropraxia auxilia na redução de dores e tensões, restaurando o movimento normal da vértebra ajustada ou da articulação afetada. Muito obrigada por todos esclarecimentos e atendimento.


Agradeço também ao Dr. José Marques Neto por todo esclarecimento das minhas dúvidas, além de importantes orientações.

Não vejo a hora de voltar a correr.